quinta-feira, 19 de novembro de 2009
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
domingo, 8 de novembro de 2009
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
- Cosmo sapiens com suas coisas
Em busca de elos pretendidos
Colchões, travesseiros e gemidos -
Em busca de elos pretendidos
Colchões, travesseiros e gemidos -
Além de craniana
Minha caixa maluca
Abriga uma roda gigante
Sideral mente
O corpo locomove-se
No sentido visceral
Em carnal latente
Desfruta o desfrute
No toque das frontes
Em cara a carne
A mente navalha
Semente se faz
Ovos , Ave, serpente
A paz
Aninha
Seus inventos
sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Cosmo sapiens - E as coisas natureza
Formigas de fórmica trafegam
Sobre o aço dobrado da pia
E a lagartixa de ladrilho, espreita
O silencio é absoluto
E o massacre
Só, a torneira prata chora
Migalhas do formigueiro
Escorrendo pro ralo
Formigas de fórmica trafegam
Sobre o aço dobrado da pia
E a lagartixa de ladrilho, espreita
O silencio é absoluto
E o massacre
Só, a torneira prata chora
Migalhas do formigueiro
Escorrendo pro ralo
Na rua, da janela
Saltam gatos de asfalto
Por telhados silenciosos
Que ainda restam pra lua
Manhosos e hábeis em suas tocaias
Às ratazanas de esgoto
E os robôs tagarelas
Meio maquinas meio armas
Na cozinha ou na varanda
Indiferentes às guerras alheias
Sem arrepios na lata
Construindo campos minados
Enquanto a ferrugem ataca
sábado, 17 de outubro de 2009
Vampira
Vem da fenda da boca
O vermelho sangue - céu
(da boca)
A gotejar dos caninos
Tua arcada labial sedentária
Aberta, espraia
Tua língua de ceda branca
Seca pra arrastar meu sorriso
Escorrido entre os lábios
Venda meus olhos de graça
Nessa viagem do tempo
Que vai dar numa praia
Num barco de vento
Aquele algum lugar
Onde ainda me vejo
Nos braços de um corpo de cera
Na calda da lua cadente
A vida dos mortos alveja teu centro
Foi meu tormento
Teu pensamento
Tão branca que transparece
Tão santa que não existe
Tão triste..., alva
Quanto à alma desfeita
“Vampira de alma seca
Toma, em teu peito azedo
à luz imortal”
E afoga em teu medo
No sal que meu corpo produz
Suga em meu dedo de luz
Um segredo
Vem da fenda da boca
O vermelho sangue - céu
(da boca)
A gotejar dos caninos
Tua arcada labial sedentária
Aberta, espraia
Tua língua de ceda branca
Seca pra arrastar meu sorriso
Escorrido entre os lábios
Venda meus olhos de graça
Nessa viagem do tempo
Que vai dar numa praia
Num barco de vento
Aquele algum lugar
Onde ainda me vejo
Nos braços de um corpo de cera
Na calda da lua cadente
A vida dos mortos alveja teu centro
Foi meu tormento
Teu pensamento
Tão branca que transparece
Tão santa que não existe
Tão triste..., alva
Quanto à alma desfeita
“Vampira de alma seca
Toma, em teu peito azedo
à luz imortal”
E afoga em teu medo
No sal que meu corpo produz
Suga em meu dedo de luz
Um segredo
Suga!
Úmida decida
Ao teu rescaldo
Sorvo
Até que pra fora de mim
Escorro
Por dentro de ti
Quero ficar no seu pensamento
Quero ficar no seu pensamento
Quero ficar no seu pensamento
Quero ficar no que sinto que fui
Quero pensar que ainda existo
Quero pra sempre, o que era eterno
Por isso
Insisto
Lento
Morrer na mordida
De tua boca molhada
Em teu corpo
Meu mel
Para o teu paladar
Afogar ou queimar este céu
Em deleite, indelével
Em suma...
Nesta soma
Levo pra mim
Aquilo que fomos
Em nós
Algo mais denso
Encarna
E crava
Caveiras
Penso
Fico disperso
Assusto
Nada de beira
Sem eira
O abismo
Estica
Asas imensas
Invisto
Infesto
E
Afasto
-Só-
No mais
Derivo
E
Nunca
É
Claro
Só
É tudo
Somado fora do corpo
Que somos
E nada
Fica
Escuro
Só é tudo que somos
E nada que nos esclareça
A clarividência do amor
De alguém, por alguém
Que nos torne completos
Sem você
Eu não esqueço
De mim
E assim
Ao me encontrar
Eu te reconheço
Aí então
Desmanchado
Em ti
Sós
Ficamos
Nós
Sós
Somos
Nus
Nós nus
Soma
Nós sós
Nus
Somos
Dois
Nós dois
Menos
Um só
É como morrer
Nos caninos de uma vampira
Nas mordidas de sua vagina
Nós
Não somos um só
Somos
Um nó de nus
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