terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Entrei na sala
Sala vazia
Não querendo sair
Tranquei
Não invado terrenos
Não perfuro paredes
Só transpasso os limites
Do muro que não existe
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Para acabar com a seca
Identifiquei no espaço
O lugar dos meus sonhos
Meu campo irreal
Na jarra vazia
À mesa do almoço
Derramo
Silenciosamente
Meu prato risca
Com o talher
Espeto e serra
Um barulho fino
Metal
Entre os dentes
Fisgo
Flerto
Os olhos brincam
A boca brilha
Os cabelos resvalam
O corpo de vidro da jarra
Em baixo da mesa
As pernas
A saia
Os pés
O salto
No chão
O cio
Devora a seca
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Sem duvida as formas cotidianas funcionais são marcadas por uma lacuna que não é outra senão a única realidade que separa do sonho.
Os espaços que ela cria em exposição são baseados em reminiscências de um mundo. São passagens para o agora inconsciente.
Um museu diferente onde as exposições são afetadas pelos poderes mágicos que os objetos supostamente representam
Aqui, o museu não é mais uma apresentação destacada de objetos distantes; não só um lugar de conhecimento, mas de reconhecimento para o telespectador, uma experiência em seu próprio direito.
Um espaço que nos fala dos nossos desejos e nossas memórias, e esboça uma história coletiva do tempo presente: uma história em que as coisas do passado renascem como marcadores da história que queremos ver agora.
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
O deslocamento da energia psíquica é uma característica marcante do processo primário que rege o sistema da inconsciência.
A fisicalidade intensa pode ser vista como emblemática neste mundo de vitalidade fragmentada e virtualidade construída.
Narrativas retalhadas e com densidade de figuração situam a imagem no terreno deslocado da imaginação.
Catástrofe e paixão operando em um espaço entre o silêncio da recusa e malandragem do disfarce.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
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